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Não basta a poluição do porto da Cargill, vem aí mais poluição do cimento
9/8/2013

 Não basta a poluição do porto da Cargill, vem aí mais poluição do cimento

Exatamente, assim chegou mais progresso com apelido de desenvolvimento para Santarém. Empresa multinacional pretende implantar fábrica de cimento em Santarém. Esta é uma notícia confirmada pelo prefeito Alexandre Von. A empresa Camargo Correa já adquiriu terreno em Santarém para a implantação da fábrica de cimento. Tal notícia trás memória o ano 2.000, quando a multinacional Cargill anunciou a construção do tal porto graneleiro na praia da Vera Paz.

Na época, algumas organizações sociais denunciaram o projeto, que tinha o total apoio do prefeito de então, o hoje deputado federal Lira Maia. Enquanto o Ministério Público Federal acatou a denúncia da ilegalidade do projeto da Cargill, vários vereadores e estudantes universitários criticaram os denunciantes de serem contra o desenvolvimento e geração de empregos para a região.

Está aí o resultado 13 anos depois: Enriquecimento da empresa, destruição da Vera Paz, invasão de carretas gigantes nas ruas e poluição do bairro Laguinho, com a poeira venenosa de embarque de soja nos navios. 

Agora, com novo prefeito, novos vereadores, um novo projeto propagandeado por Alexandre Von como "obra que trará benefícios para o município". Quais benefícios para o município, ele não esclarece, mas a promessa é semelhante a de Lira Maia 13 anos atrás.

Quem já passou perto de uma fábrica de cimento, sabe o grau de poluição que gera, muito mais grave do que o porto da Cargill. Tal indústria é muito prejudicial aos que vivem no seu entorno. Curiosamente o prefeito se negou a informar o local onde seria instalada a desgraça e de onde virá o calcário.

Informações extra oficiais dizem que a fábrica seria instalada na periferia da cidade, entre dois bairros, Jaderlândia e Mararu. Além da poluição terrível aos moradores, se ilude quem pensar que o preço do saco do cimento vai baixar. A fábrica de Itaituba está lá usando isenção de impostos, matéria prima da região, mas o preço subiu 100% junto com a poluição local.

Há pessoas ingênuas que se iludem com a chegada de empresas à região e há os oportunistas que aplaudem esse tal desenvolvimento de empresas e exploração das riquezas, sem desenvolvimento humano para a população.

Se o poder público quer mesmo desenvolvimento humano a seu povo bastava investir em capacitação para turismo. Buscar recursos para treinar agentes de turismo entre a juventude, com cursos grátis de línguas, com proteção das florestas, estímulo aos produtos da floresta, entre outras atividades que gerarão emprego, renda e orgulho da região. É verdade?


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