Santarém - Pará, 11/12/2019 , 08:02:22 - Bom dia
 
Publicidade


Publicidade

O livro pode ser adquirido por sedex e solicitado a pe. Edilberto
Sena, edilrural@gmail.com ou pelo telefone 0055 93 35231066.

Pagamento via banco Bradesco agencia 0524 C/C 0033059 -0

Quanto custa uma carrada de soja e quanto custa uma vida humana?
7/8/2013


 

Será possível uma comparação? Para umas pessoas nem pensar. Mas para outras, o que interessa são os lucros que o transporte de soja e milho pelo porto de Santarém pode gerar. Já as vidas humanas, cada um que se cuide. A Rodovia Santarém/Cuiabá, oficialmente registrada como BR-163 é o grande corredor para os lucros do agronegócio do Centro-Oeste brasileiro.

Mas a Rodovia entra em Santarém atravessando SEIS bairros populosos, até chegar ao porto de entrega da mercadoria. Os dois primeiros bairros ao descer a serra, são os mais ameaçados por esse progresso do agronegócio. CAMBUQUIRA e MATINHA são bairros sem proteção da Rodovia. Ali tem uma pista só, sem acostamento, sem passeio para pedestre, sem sinalização, sem limite de velocidade.

Como Cambuquira é localizado ao pé da serra, tanto para quem vai, como para quem vem, a PRESSA é quem GUIA os motoristas, não só de carretas, mas todos os veículos. O que menos conta ali é a vida humana. As autoridades, ditas responsáveis, não manifestam nenhuma preocupação com as vidas humanas. Apenas o SAMU atende o chamado para retirar CADÁVERES e ACIDENTADOS, como aconteceu mais uma vez alguns dias atrás.

A Polícia Rodoviária Federal não se preocupa com as populações dos bairros, dizendo QUE NÃO FAZ PARTE DE SUAS FUNÇÕES. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito não se preocupa com os dois bairros, porque ali é de responsabilidade da Rodovia Federal dizem eles. E assim, os moradores dos bairros só têm que seguir a lei do QUEM GOSTA DE NÓS SOMOS NÓS MESMOS e partir para a defesa da vida na LEI ou na MARRA.

Ou decidem agir, ou os acidentes e os cadáveres de crianças, jovens, adultos e idosos vão aumentar tanto no bairro do Cambuquira, como da Matinha. Para quem não mora ali, o que interessa é o PROGRESSO da cidade, que em breve estará recebendo 400 carretas de soja por dia, além de centenas de caminhões baú, automóveis, motos, bicicletas e até carro de boi, numa rodovia sem acostamento, sem passeio, sem sinalização.

A irresponsabilidade é tamanha, também partilhada pelos moradores dos dois bairros que até agora se conformaram em juntar os cadáveres e levar os acidentados ainda vivos para os hospitais. Realmente o ditado é certo: " povo sem consciência de seus direitos é povo escravo, da servidão voluntária."

Rádio Rural - Todos os Direitos Reservados.

Publica Site: construção e publicação de sites em Santaém e Região Oeste do Pará


 

Para bem visualizar este site, atualize os navegadores