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Entrega do patrimônio público ao capital privado
4/7/2013

Entrega do patrimônio público ao capital privado

 Em 1808 o Estado brasileiro abriu as portas às nações amigas, isto é, deu direito aos navios estrangeiros atracarem nos portos brasileiros, carregar as riquezas da então colônia portuguesa e se mandar para fora. Portugal se submetia aos interesses da Inglaterra, império da época. 

Em 1999 o Estado do Pará permitia a abertura do porto de Santarém ao interesse do capital internacional, dando uma licença ilegal à empresa Cargill, multinacional com sede no novo império norte americano. 

Neste mês de julho de 2013, o Estado brasileiro, de maneira arbitrária, através da presidente de plantão, ex guerrilheira que mudou a casaca, ENTREGA o direito às empresas privadas, maioria delas de capital internacional, o direito de construir 50 primeiros PORTOS PARTICULARES, o que pode significar outros portos privados adiante.

Isto é, a mesma subserviência de 1808 prevalece em 2013, a entrega do patrimônio público aos interesses do capital privado. Com um sério agravante contra as populações nativas, pois mais da metade das atuais privatizações são na Amazônia: SETE serão no Estado do Amazonas, DOZE serão no Pará, incluído DOIS ou TRÊS em Itaituba e DOIS ou TRÊS no bairro Área Verde, na periferia urbana de Santarém.

Quando o Sr. Fernando Henrique Cardoso, de triste memória para quem tem senso de justiça, privatizou a Campanha Vale do Rio Doce, foi um escândalo nacional. Foi uma grande imoralidade pública de um IRRESPONSÁVEL presidente de plantão.  Por causa daquilo e de outros escândalos ele deveria estar no presídio, mas ao contrário hoje é membro da academia de Letras.Ele se foi e a empresa estatal hoje privatizada gera fortuna para poucos e desgraça para os habitantes de Carajás, Parauapebas e o Estado do Pará. 

Hoje a presidente de plantão anunciou, na maior tranquilidade, a entrega do direito público de portos ao CAPITAL PRIVADO. O silêncio subserviente é total no país, semelhante a 1808.

Nenhum partido político se opõe, nenhum sindicato de portuários reage, nem a sociedade santarena tenta impedir a construção de mais DOIS PORTOS graneleiros, dentro de sua cidade, chamada Pérola do Tapajós. Nem os moradores do bairro Área Verde fazem MARCHA contra o absurdo da privatização de seu bairro que vai se tornar área de PROSTITUIÇÃO, Aids e outras doenças. Decisões tomadas nos gabinetes de Brasília afetam vidas humanas e o ambiente na Amazônia, sem o mínimo respeito às populações locais. Parafraseando o grande cacique apache dir-se-á - quando a última praia de santarena sumir, quando as águas do Tapajós forem veneno de poluição, quando dezenas de empresas estrangeiras derem as cartas até na política de Santarém, então os e as santarenas saberão que o fim da pérola chegou e ela foi lançada aos porcos...

 

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