Santarém - Pará, 22/01/2020 , 08:00:55 - Bom dia
 
Publicidade


Publicidade

O livro pode ser adquirido por sedex e solicitado a pe. Edilberto
Sena, edilrural@gmail.com ou pelo telefone 0055 93 35231066.

Pagamento via banco Bradesco agencia 0524 C/C 0033059 -0

A corporação médica está nervosa e vai às ruas
2/07/2013 - RNA

A corporação médica está nervosa e vai às ruas

Amanhã haverá marcha de médicos nas ruas de várias cidades do país. Qual a diferença dessa marcha para as centenas de outras, ocorrendo nas semanas recentes? Alguém identificou algum grupo de médicos nas ruas, protestando por congelamento de passagens de coletivos da população pobre? Ou contra gastos com estádios e Copa do Mundo? Ou contra as hidroelétricas e obras do PAC? Provavelmente nenhum médico foi às ruas.

Mas amanhã lá estarão eles e elas, caminhando vestidos de branco, com faixas denunciando a grave situação dos hospitais, baixos salários e, principalmente contra a contratação de médicos estrangeiros, especialmente os cubanos que têm fama de fazerem excelentes trabalhos de saúde pública em países necessitados.

Enquanto um dos médicos nervoso pergunta, por que buscar médicos de fora? No Brasil segundo ele, não faltam médicos, o que falta é investimento na assistência à saúde. Mas aí perguntam povos indígenas Yanomami, Ticuna, Munduruku e outros povos, por que não vem médicos dar assistência nas aldeias tão atacadas de malária e até tuberculose? E as comunidades ribeirinhas lá dos rios Acre, Purus e Juruá perguntam, se há tantos médicos no Brasil, em Belém e Manaus, por que eles não vem nos atender nos postos médicos das comunidades?

Em outras palavras, pode até que haja muitos médicos, porém nas capitais e grandes cidades. Mesmo numa cidade como Santarém, no Pará, com 300 mil habitantes não há médicos suficientes e qualificados em tratamentos de média complexidade, nos hospitais públicos. 

E aí, será que médicos qualificados aceitarão se dedicar a cuidar de pacientes em Carauari no Amazonas, ou Piraquara no Lago Grande do Cuiruai? Este é o x da questão de o governo pensar em contratar médicos estrangeiros que se disponham a ir lá onde o povo está mais desassistido dos médicos brasileiros.

 Então,  se tem o direito de pensar que a marcha dos médicos amanhã não será bem pelo bem dos habitantes das comunidades distantes da Amazônia, o interesse deve ser outro do corporativismo. E aí, perde o apoio dos movimentos sociais das marchas.

 

Rádio Rural - Todos os Direitos Reservados.

Publica Site: construção e publicação de sites em Santaém e Região Oeste do Pará


 

Para bem visualizar este site, atualize os navegadores