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Assistência à saúde direito de todos
30/05/2013

Assistência à saúde direito de todos

A reação da corporação médica ao anúncio do Ministério da Saúde, de trazer médicos estrangeiros para atender à carência de assistência à saúde dos brasileiros, é sintomática. De um lado a corporação médica não condiciona seus colegas à se dispor a ir lá onde a população tem necessidade e aí as capitais e cidades maiores ficam com a concentração de médicos.

Certamente nessa hora o Conselho regional de medicina dirá que respeita o direito de cada médico decidir sua caminhada. Basta verificar a relação de médicos em Santarém cidade e Lago Grande do Curuai, distrito, aqui estão mais de 20 mil habitantes na Gleba e na cidade são mais de 100 médicos. Vão dizer que os que estão na cidade são poucos ainda, o que é verdade, mas e nenhum no Lago Grande Curuai, não é mais grave?

Por outro lado, a corporação teme a vinda de médicos cubanos, que foram educados a fazerem da medicina um serviço solidário e não um comércio. Lá como aqui no Brasil a grande parte dos médicos são formados em universidades públicas, não recebem o pro Uni.

Enquanto lá os médicos recebem formação de consciência para a solidariedade, por terem recebido a instrução de graça e por isso devem retribuir aos que pagaram os impostos, aqui o médico sai da faculdade sem compromisso de retribuir do que recebeu da sociedade.

Porém, a reação da corporação médica perde força diante da realidade. No caso do Estado do Pará, é o terceiro Estado brasileiro com o menor índice de médicos por habitantes. Só está à frente do Maranhão e Amapá. Na lei do capitalismo da oferta e da procura, isso facilita o comércio da assistência médica.

Poucos médicos, consultas e cirurgias mais caras. O Ministério da Saúde preocupado com essa carência, pensa corretamente em utilizar dois caminhos para a solução: um, validar os diplomas dos médicos estrangeiros que se disponham a trabalhar nas regiões sem médicos; outra saída é autorizar a vinda de médicos dispostos a trabalhar onde a população não possa pagar 200 reais por consulta.

Dessa forma, regiões desassistidas terão atendimento, como Traírão, Jacareacanga, Boím, Mojuí dos Campos e tantas outras, hoje dependendo de vir a Santarém, entrar na fila de espera do SUS ou pagar 160 reais ou mais por uma consulta particular.  Será que os médicos de cidade acham injusto tal argumento? É justo ou não?

 

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